quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Só o tempo...

Hoje eu li um texto sobre o tempo que achei excepcional: 

"Para o homem paciente, o tempo não é nenhum inimigo, ainda que a muitos amedronte. Se o deixamos transcorrer pacientemente, cedo ou tarde o tempo nos traz tão somente coisas boas. É preciso amar o tempo com todas as suas lentidões, com as suas mudanças repentinas, sem o apressar, nem chorar, nem temer. O tempo molda-nos, faz-nos únicos, torna-nos pessoas. O amor verdadeiro, por exemplo, floresce pouco a pouco; tem necessidade de tempo, de orvalhos, de lágrmas e risos cotidianos; de horas escuras vividas em comum; de sucessivas revelações mútuas de fraquezas; de perdões oferecidos repedidas vezes. A pressa deita a perder muitos amores."  

Achei tão lindo que decidi compartilhar. Realmente o tempo é um amigo, que nos acalma e nos faz entender muitas coisas. O tempo é um aliado quando estamos vivendo um projeto. Acaba organizando e colocando tudo em seu devido lugar. O tempo é ainda companheiro de reflexão e virtude. O tempo consegue nos abrigar da ansiedade quando sabemos usá-lo!
Para entendermos melhor o tempo, temos que notar que a vida é feita de processos. Não nascemos adultos, mas passamos a maior parte de nossa vida como tal, e para isso a infância é uma fase importantíssima. Muito somos e fazemos de nossa vida adulta com base na infantil. Não dá para pular e quem o faz, hora e outra irá encontrar grandes decepções.
O mesmo processo acontece afetivamente. O amor se constrói dia a dia, pouco a pouco.
Vejo sempre uma mãe que acaba de ter um filho. Elas o aguardou pacientemente durante 9 meses para ver o seu bebê, por mais que o sinta, ainda assim, não o vê nem o toca diretamente. Quando finalmente a criança nasce, nasce também, como dizem, o maior amor do mundo. (Não tenho os meus ainda, mas sempre tomo por base os depoimentos das mamães por aí. Um dia faço o meu também e conto tudinho.)

Hoje somos tão imediatistas que fica bem complicado administrar o tempo e suas inquietações.

"Perda da virtude da paciência: a incapacidade de suportar as tensões intermediárias da vida. 
Como foi justamente afirmado, se não me engano por Levinas, a sociedade moderna aprisionou-se numa opção sem saídas: bem-estar pleno ou a morte. Ou, em outras palavras, já não somos suficientemente fortes para suportar as tensões intermediárias."


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A vida tem umas coisas...

Os dois meses que antecedem meu aniversário - nasci dia 04 de março - sempre são motivos para repensar. Acho que tem também aquele acúmulo de começo de ano e novos planos e vida nova. 
Sabe que essas coisas sempre me causam um tanto de ansiedade e até mesmo angústias.
Daíííí... Quando a gente bate um papo aqui ou outro acolá, percebemos que as pessoas sentem as mesmas aflições e tem quase as mesmas preocupações.
Nessas casualidades de encontros da vida é que percebemos como a vida é ótima e perfeita. A vida sempre se encarrega de nos trazer pessoas com sentimentos e pensamentos aflitos como os nossos por perto, para assim podermos ter o prazer de perceber que sempre haverá conflitos e sempre haverão soluções e que esses momentos devem existir para que saibamos identificar nossos valores, nossa essência e principalmente nossos quereres. A vida nos coloca exatamente onde devemos estar para que assim possamos crescer exatamente como deve ser. 
E eu,  como boa observadora que sou, sempre me atento sem deixar me vislumbrar por tudo. As vezes e principalmente quando estamos sensíveis, tendenciamos a acreditar que tudo na vida é um sinal e tudo, exatamente tudo tem um propósito. Quando pensamos excessivamente assim, podemos nos frustar, pois nem sempre tudo tem explicação. Algumas coisas simplesmente são como são. Mas se mantivermos os olhos e principalmente o coração aberto, podemos sim e devemos acreditar que esses encontros despretensiosos fazem parte de todo nosso processo de entendimento e crescimento.

Sabe que mesmo nos meus piores dias, nos meus piores momentos, eu na minha solidão, consigo me achar, reencontrar meu eixo para sempre seguir em frente!!! É difícil! Mas rola!

Luz pra você!


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

#abandonado

Nosssssa!!!
Abandonei minhas escritas por um período não tão curto assim... 
Vou dizer que minha vida está corrida e até mesmo confusa. Juro que não é clichê, nem desculpinha. É a mais pura verdade, infelizmente. 
Acho que estou passando por aqueles períodos que mergulhamos dentro de nós mesmos para nos redescobrirmos. 
As vezes acho que mudei absurdamente. As vezes acho que continuo na mesmice. Realmente uma dualidade de idéias e pensamentos.
Essas fases da vida nos faz refletir tanto, mas também é uma fase que eu sinto que deixo a vida simplesmente rolar.... São aqueles momentos da vida sem grandes decisões, sem grandes mudanças mais por conta de toda a insegurança que gira ao redor disso do que por falta de atitude. 
Porque atitude eu tenho, mas prefiro usá-la direitinho, sem grandes impulsos. 
E é por ser assim que rolou esse #abandono .
Mas contudo, parece-me que quando deixamos de lado certas coisas, outras fluem muito melhor. (Realmente dizer abandono pode parecer pesado... mas dramatizar pode ser legal também! hehe)
E tem coisas que só fluem porque nos concentramos nela.... É aquele amor que se fortalece, são amigos que se tornam mais presentes... e até oportunidades que surgem que nos permitem ter outras vivências e explorar melhor nossa criatividade para então brilharmos.

Abandonar nem sempre é tão ruim assim, não é mesmo!?