quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Decida-se por você

No auge dos meus 31 anos, percebo cada vez mais como cada decisão tomada por mim lá atrás, tenha sido ela consciente ou inconscientemente afetam (ou não) o meu hoje.
No ápice da minha racionalidade, analiso cada sim e cada não que disse lá atrás, percebo como minhas atitudes passadas me fazem no dia de hoje ser a mulher que sou.
Digo-lhes que tenho sorte! Não me arrepende das coisas que deixei de fazer por pura responsabilidade. Sempre fui muito madura e responsável o que me fez pensar quais consequências trariam em cada uma das minhas atitudes. Alguns acham isso nerdice. Eu me considero apenas cautelosa. Não quero passar por situações que talvez seja pesada demais para eu carregar. Gosto de planejamento. Me sinto segura em saber quais serão meus próximos passos, quero que o caminho para onde quero chegar seja cheio de flores.
Ações impulsivas geralmente nos levam ao fracasso. Quando podemos analisar melhor, sabemos dos nossos riscos e o fracasso se torna aprendizagem ou vantagem.
Confesso que por vezes quero 'transgredir', como meu terapeuta me questiona... Tenho vontade de largar tudo e ser mais livre mas meu senso de responsabilidade não permite (já pensou se algo acontece? como eu vou supor? É a primeira coisa que me vem em mente).
Mas estou trabalhando duro para ser mais liberta de mim mesma. Quero ser liberta de hábitos que eu nem sei de onde vieram e como chegaram, liberta de regras e padrões exigidos pela sociedade, liberta dos sentimentos que por vezes chegam até nós e não podemos mudar, apenas aceitar. Quero ser indiferente a essas coisas! Coisas que não quero mais para mim! Não quero e não as terei. Simples assim...
Mas voltando ao lance das decisões {e acho que até já escrevi isso aqui em algum post passado}, quando penso em alguma atitude que tenho que fazer, sempre me coloco na posição de regra. "Mas toda regra tem sua exceção", é o que vem logo em seguida. Dai eu digo que para sermos a exceção da regra, temos que pagar para ver. Fora que querer ser a exceção da regra é puro ego, e ele tende a nos enganar, nos testar e até mesmo nos trair. Acho o preço muito caro a se pagar, geralmente querendo provar para nós mesmos que somos diferentes, especiais ou melhores que o restante das 7 bilhões de pessoas que vivem no planeta Terra. Mas papai do Céu nos fez iguais, portanto nada que fizermos irá mudar o fato que todos somos iguais. Então contento-me, e muito! em me igualar a todos e me colocar como a regra.
Na vida não precisamos sofrer para saber o que é melhor para nós mesmos. Precisamos apenas parar, respirar, pensar um pouco à frente e tentar enxergar além do que nossos olhos podem ver. 
Uma simples atitude pode mudar toda uma vida e se você pensa que talvez, apenas talvez algo possa ser uma má ideia, acredite! e decida-se por você!

Bacio Kiss,