quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Inflando!

Cada dia que passa eu fico mais abismada com os preços das coisas em São Paulo...na verdade, com o preço das coisas no Brasil.
A cada dia que passa vejo que meu poder de compra só diminui e ainda tem gente que me chama de pão-dura! hahahaha 
Eu não sou nada pão-dura. NADA!!
Apenas dou valor ao meu tão suado dinheirinho, porque ganhá-lo é infinitamente mais difícil que gastá-lo.
Eu acredito que com essa onda imensa de consumismo e querer típico de cidade grande, a lei da oferta e procura é o que prevalece. As pessoas cada vez mais na ânsia de ter, querer e ser, acabam pagando qualquer preço para adquirir qualquer produto ou serviço. 
Às vezes me sinto roubada! Às vezes não... muitas vezes me sinto roubada. 
Eu sou uma pessoa totalmente capitalista, a favor do capitalismo pois acredito que somente ele é capaz de fazer um país se desenvolver verdadeiramente. O capitalismo gera concorrência o que faz com que as pessoas pensem mais, podendo sempre competir umas com as outras na busca do melhor para si e para a sociedade. Digo uma competição saudável, onde buscamos a própria superação. 
Se na antiguidade os humanos competiam entre si para sobreviver, hoje a competição deve ser mais intelectual do que física. Mesmo aqueles que exercem a função de atletas profissionais, tenho certeza que o estudo e o aprendizado da vida os fazem ganhar medalhas. Bom, quero dizer que, para mim, essa concorrência toda que temos uns com os outros, deve existir e ser respeitada, mas que acima de tudo devemos aprender a viver, e fazer melhores escolhas para nós mesmos. De nada adianta querer, querer e querer se no fundo não lhe causa uma satisfação pessoal, apenas momentânea. Satisfações momentâneas nos fazem perder o controle de nós mesmos e das nossas reais ideologias e vontades. 
Acho justo que todos ganhem dinheiro trabalhando. Mas é impossível não percebermos as desigualdades sociais do Brasil. A classe trabalhadora cada vez mais se mata de trabalhar para poder viver com o mínimo de conforto e os preços continuam inflando. Cadê a política econômica que deve atuar com mais força? Vejo cada vez mais as pessoas se afundando em dívidas e em seus próprios quereres. Cadê a educação que não apenas nos ensina matérias, mas nos ensina a viver conscientemente?
Aprender o valor das coisas e principalmente da vida é o que nos leva adiante. 
Viver não é tão simples assim, ainda mais num mundo onde a informação só aumenta e é acessível em instantes. 
Viver não é apenas acordar cedo e cumprir com obrigações e deveres. Não é apenas compensação como: trabalho para ter e querer. 
Viver vai muito além das tarefas do dia-a-dia. Viver requer atenção, cuidado consigo e com o próximo, respeito a si mesmo. Viver é sentir, doar, amar, observar e acima de tudo progredir.
Que o mundo se infle mais de amor, luz e sabedoria.